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Praias interditadas

Autarcas do Oeste reclamam apoios para resolver riscos das arribas

11.07.2006 - 14:09

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O presidente da Câmara Municipal da Lourinhã, José Manuel Custódio (PS), reclamou hoje apoios do Estado para resolver os riscos das arribas no Oeste, uma posição subscrita por outros autarcas da região.

PÚBLICO (arquivo)

Os riscos de derrocada das arribas na região entre Mafra e Marinha Grande levaram a tutela a adoptar novas medidas de interdição nalgumas praias

Reagindo à decisão do Ministério do Ambiente de interditar zonas de utilização frequente em 15 praias da zona Oeste, José Manuel Custódio responsabilizou em particular o Instituto da Água (Inag) pelos problemas da praia de Paimogo, que tem um acesso considerado de risco.

"Se a praia vai ser interditada a responsabilidade é do INAG", que "tem conhecimento há muitos anos dos riscos de desmoronamento das arribas", afirmou o autarca da Lourinhã, sublinhando que o acesso foi construído pelo Estado, pelo que deve ser também a tutela a "assumir os custos de reparação".

"Estas interdições ao longo da costa devem-se à incúria do INAG que tem estudos feitos, mas não quer gastar dinheiro", acrescentou o autarca que, no entanto, promete cumprir as indicações do relatório.

Os riscos de derrocada das arribas na região entre Mafra e Marinha Grande levaram a tutela a adoptar novas medidas de interdição nalgumas praias, seja no acesso ao areal ou às casas nas falésias mais perigosas.

O Ministério do Ambiente decidiu que a praia da Almagreira (Peniche), onde duas pessoas morreram no ano passado devido ao desprendimento de rochas, deixará este ano de ter uso balnear, uma medida saudada pela autarquia local.

Em declarações à Lusa, António José Correia, presidente da Câmara de Peniche eleito pela CDU, recordou que aquele espaço nunca teve "infra-estruturas balneares" devido aos riscos das arribas sobranceiras à praia.

"Não vale a pena colocar a cabeça na areia", pelo que a proibição é uma "medida adequada", considerou o autarca, embora defendendo uma intervenção urgente no local por parte do Inag.

A alegada "falta de resposta rápida" de apoios públicos levou a autarquia a investir recentemente na consolidação do baluarte de suporte do Forte da Consolação, recordou António José Correia.

Existe uma "acumulação bastante grande de inoperacionalidade no passado" por parte do Inag, que será obrigado a "actuar de uma forma mais ligeira" nos próximos anos para prevenir os problemas da costa, afirmou o presidente da Câmara de Peniche.

Na Praia da Consolação foram identificadas casas em risco, uma classificação que o autarca subscreve, recordando que essas habitações "foram construídas há alguns anos" e "assentam sobre locais atingidos pela erosão" do litoral.

Na Nazaré, por sua vez, alguns acessos no Sítio e Forte de São Miguel vão ser interditados, mas o presidente da Câmara, Jorge Barroso (PSD), espera abertura do Ministério para definir a "melhor solução" ao nível local.

"O relatório aponta uma série de situações, mas está tudo por decidir", explicou Jorge Barroso, esperando que a autarquia possa optar entre interditar ou realizar obras.

Posição semelhante manifestou Gonçalves Sapinho (PSD), da Câmara de Alcobaça, concelho onde foram identificados riscos em habitações na praia do Vale Furado e problemas nas arribas de Água de Madeiros.

"A Câmara está cem por cento ao lado das decisões técnicas", afirmou o autarca, que promete apoiar as "medidas de prevenção" ou a "correcção daquilo que há para remediar".

Salientando que as regras de construção têm obedecido a planos aprovados, Gonçalves Sapinho frisou que as habitações em risco têm "décadas de existência" e são anteriores aos novos documentos de ordenamento.

"As pessoas são donas do terreno", mas a "Câmara está disponível para encontrar uma solução em colaboração com o Estado, respeitando o interesse público", afirmou Gonçalves Sapinho.

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Comentário + votado

Dois anos depois...

A magnifica praia do vale furado, (...) como mostro aqui neste artigo, està danificada por ...

Jori

09.10.2008 13:46

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